quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

NOTA DE PESAR E CONDOLÊNCIAS

Foi com profunda consternação e pesar que recebemos a notícia do falecimento de Valdemar Leite Duarte (1931-2018), amigo e associado n.º 11 da Associação da Defesa do Património Arouquense.
Personalidade incontornável do meio social arouquense, em que desenvolveu intensa actividade cívica e associativa, como fundador do Ginásio Clube de Arouca, que alicerçou o Futebol Clube de Arouca, mas também impulsionar da ADPA - Associação de Defesa do Património Arouquense, e fundador da ARDA - Associação Recreativa e Desportiva de Arouca, Valdemar Leite Duarte foi também amante de cinema, sendo, durante décadas, o proprietário do único cinema existente em Arouca, bem como de jornalismo, tendo sido fundador e proprietário do "Jornal de Arouca", cuja redacção era na sua Gráfica Central, que fechou portas há cerca de uma década, colocando fim à edição daquele quinzenário.
À família e amigos de Valdemar Leite Duarte, em nome dos associados da Associação de Defesa do Património Arouquense e em meu nome pessoal, manifesto os mais sinceros votos de pesar e condolências.

Arouca, 21 de Fevereiro de 2018.

O presidente da Mesa da Assembleia Geral
António Jorge Brandão de Pinho

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Associação de Defesa do Património Arouquense

Fundada em 29 de Setembro de 1980 e com sede na Ala Sul do Mosteiro, a ADPA - Associação de Defesa do Património Arouquense, vai a votos no próximo sábado, dia 24 de Fevereiro de 2018.
Talvez compreensivelmente, ainda vai havendo quem questione o que é e para que serve esta associação. Nada que se estranhe, no entanto. As associações de defesa do património, regra geral, são instituições relativamente desconhecidas da maioria dos cidadãos. O próprio conceito de defesa do património é, ele próprio, algo que se apresenta como um “corpo” estranho na vida quotidiana da grande maioria dos cidadãos. E, a não ser que alguma obra esbarre com alguma coisa que reputamos com valor histórico ou tenha em vista alterar elementos e/ou espaços que fazem parte da nossa identidade e memória pessoal e colectiva, não é coisa que nos preocupe.
Por outro lado, temos hoje por certa a ideia de que alguém tem a obrigação de se responsabilizar e de que podemos responsabilizar sempre alguém pela sua acção ou omissão no que ao património cultural diz respeito e, por isso, é mais fácil e cómodo desresponsabilizarmo-nos de preocupações dessa natureza. Isto, apesar de não podermos ignorar que o legislador Constitucional colocou na esfera jurídica de todos nós particulares responsabilidades sobre os bens culturais.
Com efeito, a Constituição co-responsabiliza todos os cidadãos, e nomeadamente os agentes culturais, pela preservação, defesa e valorização do património cultural português, e estabelece que todas as pessoas têm o direito à chamada «acção popular», uma acção judicial que pode ser usada para promover a prevenção, cessação ou perseguição judicial de infracções contra o património cultural. Este direito pode ser exercido individualmente ou através de associações de defesa do património. E isto leva-nos, em Arouca, à Associação de Defesa do Património Arouquense e, nomeadamente, às suas origens.
A entrar na década de oitenta do nosso século passado, a ideia de criação de uma associação deste género em Arouca já não era nova e tinha mais do que justificação, não só pela riqueza do património histórico existente no concelho, mas, principalmente, pelo estado em que o mesmo se encontrava ainda nessa altura.
Um certo dia deslocaram-se a Arouca alguns estudiosos da ADERAV – Associação para a Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro, de forma a analisar, em profundidade, o estado dos monumentos e dos motivos históricos do concelho. No final da visita, «que teve no Prof. Zeferino Brandão e no Dr. Filomeno Silva dois óptimos e esclarecidos guias», a ADERAV elencou uma lista de bens e monumentos carecidos de rápida intervenção pública, com vista à sua defesa e preservação. O título com que a notícia teve eco no Jornal de Noticias e no Jornal de Arouca foi «ADERAV propõe classificação da torre medieval de Arouca». Estávamos em Julho de 1980 e daqui até que se desse corpo à então denominada ADCA - Associação de Defesa da Cultura Arouquense foi um instantinho.
Zeferino Brandão e Filomeno Silva terão dado conhecimento das conclusões da ADERAV ao então presidente da Câmara, Prof. Joaquim Brandão de Almeida, e, muito provavelmente, proposto a criação de uma associação de defesa da cultura e património de Arouca. Não tardou muito, foi convocada uma reunião, que teve lugar no dia 28 de Agosto de 1980 na própria Câmara Municipal, estando representadas várias entidades e individualidades. Ficou então deliberado constituir-se uma associação de defesa da cultura arouquense que, em princípio, se denominaria «Associação para a Defesa do Património Cultural de Arouca» e cujos fins seriam a defesa e estudo de arqueologia, etnografia, usos e costumes, trajos, recolha de espólios ligados à história do concelho, etc..
Volvidos poucos dias estava já constituída a associação, que se propunha lutar pela defesa de uma extensa lista de bens patrimoniais, «levar as pessoas a associarem-se e a tomar consciência de todo um seu passado em vias de desaparecimento». Os principais rostos da associação, impulsionadores, fundadores e, agora, dirigentes, eram Filomeno Silva e Zeferino Brandão.
Uma das primeiras e principais grandes actividades da associação foi a bem sucedida e recebida colaboração nas exposições da Feira das Colheitas.
Em meados de 1982 a associação ainda não tinha sede e, como muitas outras entidades, públicas e privadas, deitava os olhos sobre o imenso edifício do extinto Convento que, segundo então se sustentava, poderia, sem quebra da sua autenticidade monumental, antes harmonizando-se com os objectivos da associação, albergar a sua sede. E com este fito, dirigiram à então Direcção-Geral dos Monumentos Nacionais um apelo nesse sentido. Objectivo que se viria a concretizar quatro anos depois.
Aquando da cedência de parte do piso térreo e primeiro andar da Ala Sul do extinto Convento, precisamente os espaços servidos pela escadaria monumental, logo se disse que tal cedência abria perspectivas para a divulgação da cultura em terras de Arouca. Seria, pois, altura de se exigir mais à associação, como então também se referiu, em artigo publicado no Jornal de Arouca, em 21 de Fevereiro de 1986.
As novas instalações da ADCA foram inauguradas no dia 8 de Abril de 1986, com uma exposição do “Livro que directa ou indirectamente fala de Arouca”. Os que então ali acorreram visitar as novas instalações e exposição ficaram bem impressionados com o que viram, reportando-se à já relativa abundância de material bibliográfico, mas sobretudo pela certeza de que algo de válido estava ali a surgir no domínio da defesa do património cultural de Arouca.
Nesse ano, os arouquenses puderam experimentar a nova vida daquela Ala do extinto Convento. A Associação Recreativa, Desportiva e Cultural de Arouca (ARDA), ainda mal se havia constituído já ali realizava uma exposição de pintura em parceria com a ADCA. Logo a seguir, uma outra, do consagrado pintor Alberto Hébil, desta feita promovida pela ADCA. O presidente da Direcção era Filomeno Silva, mas, normalmente, Zeferino Brandão é que falava em nome da associação.
Em Junho de 1987, a ADCA inaugura a exposição de fotografia «Longe da Terra, cá pela Serra…», de Pereira de Sousa, que deu origem ao livro com o mesmo título, com prefácio de Filomeno Silva, e logo depois uma exposição de pintura do artista Fernando Martins.
Por despacho de 3 de Novembro de 1993 é reconhecida e, por ofício de 29 de Março de 2000, reconfirmada, como Instituição de Utilidade Publica e, em Assembleia Geral realizada a 13 de Fevereiro de 1999, reformula o seu objecto social para «Defesa, valorização e divulgação do património natural e construído. Educação, elaboração e participação em projectos de recuperação ambiental. Conservação da Natureza. Execução e edição de publicações, estudos, recolhas e inventários, com características históricas e ambientais», adaptando-se assim ao estatuto de Organização Não Governamental do Ambiente – ONGA.
Enfim… estes alguns passos e aspectos sobre a origem e primeiros vinte anos da Associação de Defesa do Património Arouquense. Anos em que a própria autarquia se alheou de iniciativas concretas nestes domínios.
A ADPA prossegue hoje, ainda que muito discretamente, o cumprimento do seu objecto social, através da exibição de mostras fotográficas, acções de educação ambiental, recolha de documentos e jornais da região, intervém junto das entidades competentes alertando-as para acções ou atitudes contra o património e o ambiente, leva a efeito acções de sensibilização, com os mais novos, procurando uma forma de educação diferente para a vida e para as coisas, junto dos estabelecimentos de ensino com os quais estabelece protocolos, promove acções de sensibilização através de palestras e conferencias, promove exposições versando as mais diversas áreas, mas com predomínio para os valores e riquezas locais, e colabora com diversas entidades e instituições nomeadamente com Ecotecas com exposições e material destinado aos mais novos.
Possui hoje um considerável e valioso espólio jornalístico de todos os títulos que foram publicados em Arouca e que disponibiliza para consulta, em alguns casos sob apertadas regras, atendendo à sua raridade. Possui ainda um acervo documental diversificado constituído por documentos públicos e particulares que recolheu em diversas casas senhoriais da região, e que a não serem recolhidos e tratados, tal como aconteceu, provavelmente hoje já teriam desaparecido. Especial reconhecimento deste trabalho que vem sendo realizado, ainda da especial sensibilidade pela salvaguarda e valorização deste património, tem sido aquele que muitas casas e famílias têm manifestado com doações de jornais, livros e documentos à associação.
Possui ainda uma colecção de exemplares geológicos, composta por uma variedade diversificada de materiais e fenómenos líticos da região e uma assinalável colecção de peças, objectos e alfaias agrícolas e etnográficas.
A par de toda essa recolha, desenvolve uma considerável actividade editorial, cujos títulos focam áreas que vão desde história, linguística, etnologia, etnografia e geologia, e que constitui uma das grandes áreas de intervenção da Associação que já dispõe de um número considerável de títulos editados, constituído também um apoio fundamental a todos quantos desenvolvem trabalhos nestas áreas e, para isso, recorrem ao apoio da associação.
Tudo isto, graças à dedicação abnegada de alguns dos seus principais dirigentes.
Trata-se, com efeito, de uma das mais importantes associações do concelho de Arouca. E, por isso, foi com grande gosto e enorme honra que, nos últimos dez anos, nela desempenhei as funções de presidente da Mesa da Assembleia Geral, tendo sempre procurado contribuir para a defesa dos interesses dos associados, mas, acima de tudo, para o bom nome e imagem da associação.

Arouca, 21 de Fevereiro de 2018

António Jorge Brandão de Pinho

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

ASSEMBLEIA GERAL

CONVOCATÓRIA
Eu, António Jorge Brandão de Pinho, presidente da Mesa da Assembleia-Geral da ADPA - Associação de Defesa do Património Arouquense, em conformidade com as disposições legais aplicáveis e estatutos da associação, convoco todos os associados para uma Sessão Ordinária, a realizar sábado, dia 24 de Fevereiro de 2018, pelas 16h00, na sede da associação, sita na Ala Sul do Mosteiro, Largo de Santa Mafalda, na vila de Arouca, com a seguinte
ORDEM DE TRABALHOS:
1. Apresentação e votação dos Relatórios de Actividades e Contas, referentes ao exercício de 2017;
2. Tratar outros assuntos de interesse.
Arouca, 23 de Janeiro de 2018

O presidente da Mesa da Assembleia-Geral
António Jorge Brandão de Pinho
Se à hora indicada não se verificar o quórum necessário, a Sessão terá inicio decorrida meia hora com o número de associados presentes.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

ASSEMBLEIA GERAL ELEITORAL

CONVOCATÓRIA
Eu, António Jorge Brandão de Pinho, presidente da Mesa da Assembleia-Geral da ADPA - Associação para a Defesa do Património Arouquense, em conformidade com as disposições legais aplicáveis e estatutos da associação, convoco todos os associados para a Assembleia Geral Eleitoral, a realizar sábado, dia 24 de Fevereiro de 2018, na sede da Associação, sita na Ala Sul do Mosteiro, Largo de Santa Mafalda, na vila de Arouca, com a seguinte
ORDEM DE TRABALHOS:
1. Eleição dos Órgãos Sociais para o biénio 2018-2020;
2. Tomada de posse.

A Eleição para os Órgãos Sociais terá lugar no dia indicado entre as 17h00 e 18h00, horário de abertura e encerramento da mesa de voto. Seguidamente proceder-se-á ao apuramento dos resultados e à tomada de posse dos associados eleitos, que terá lugar às 18h15.
O período para apresentação de listas decorre até às 10h00 do dia 24 de Fevereiro de 2018.

Arouca, 23 de Janeiro de 2018.
O presidente da Mesa da Assembleia-Geral
António Jorge Brandão de Pinho

domingo, 21 de janeiro de 2018

ASSEMBLEIA GERAL

CONVOCATÓRIA
Eu, António Jorge Brandão de Pinho, presidente da Mesa da Assembleia-Geral da ADPA - Associação de Defesa do Património Arouquense, em conformidade com as disposições legais aplicáveis e estatutos da associação, convoco todos os associados para uma Sessão Ordinária, a realizar sábado, dia 24 de Fevereiro de 2018, pelas 18h30, na sede da associação, sita na Ala Sul do Mosteiro, Largo de Santa Mafalda, na vila de Arouca, com a seguinte
ORDEM DE TRABALHOS:
1. Apresentação, discussão e votação do Plano de Actividades e Orçamento, para o exercício de 2018;
2. Tratar outros assuntos de interesse.
Arouca, 23 de Janeiro de 2018

O presidente da Mesa da Assembleia-Geral
António Jorge Brandão de Pinho
Se à hora indicada não se verificar o quórum necessário, a Sessão terá inicio decorrida meia hora com o número de associados presentes.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Apresentação do livro "Capelas de Alvarenga", da autoria de António Dias Madureira

Realizou-se hoje, dia 8 de Dezembro, no Salão Paroquial de Alvarenga, o lançamento e apresentação da obra "Capelas de Alvarenga", da autoria do Prof. António Dias Madureira.

Mesa da Sessão de Apresentação
Cortesia de Margarida Rocha
Dignaram-se marcar presença nesta sessão o Reverendo Abade de Alvarenga, a Excelentíssima Sra. Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Arouca, o Excelentíssimo Sr. Presidente da Junta de Freguesia e o Excelentíssimo Sr. Dr. Filomeno Silva, Presidente da Direcção da Associação de Defesa do Património Arouquense, que editou o livro.

Presidente da ADPA no uso da palavra
(Cortesia de Margarida Rocha)
Aspecto da plateia
(Cortesia de Roda Viva Jornal)
Sessão de autógrafos pelo autor
(Cortesia de Margarida Rocha)
O professor e investigador alvarenguense António Madureira, apresentou ontem (dia 8) o seu novo livro dedicado, mais uma vez à sua freguesia natal - "Capelas de Alvarenga".
Foram muitos os amigos e conterrâneos do autor que se associaram ao evento, marcando presença no lançamento da obra, que teve lugar no salão paroquial da freguesia.

"Na vida, todos transportamos o selo daquilo que somos, eu transporto a chancela imperecível de gostar da terra a que pertenço, e sempre que posso procuro evocar as memórias dos nossos avós", sublinhou Madureira no início da sua intervenção.
Sobre o livro, salientou, "neste pequeno trabalho que hoje apresento sobre as capelas da nossa paróquia, que são um património comum a todos e que todos devem preservar, procurei salientar a sua importância para a coesão social da paróquia e o seu inverso".
"Na abordagem deste trabalho, fi-lo essencialmente numa perspectiva social, porque as capelas fazem parte do universo religioso que é muito amplo e muito complexo. As capelas na sua pequenez física tocam em dois pontos muito sensíveis: a fé e as práticas religiosas", asseverou Madureira.
Terminou a sua intervenção, agradecendo a todos aqueles que o ajudaram na realização deste trabalho historiográfico.
O pároco da freguesia felicitou o autor "pelo trabalho realizado em prol da paróquia, das pessoas e dos nossos antepassados, mas sobretudo da vivência da fé das nossas famílias e da nossa comunidade". "Esta obra reflecte o espírito humano, cristão e religioso desta comunidade", referiu o clérigo.
O último discurso coube a Filomeno Silva, presidente da Associação de Defesa do Património Arouquense, editora da obra, que começou por destacar a forte ligação de António Madureira à sua freguesia de berço, "bem visível nas diversas obras já publicadas sobre Alvarenga".
"Com o presente estudo, o professor António Madureira dá um significativo contributo para um melhor conhecimento histórico das capelas e ermidas que compõem o espaço sacro da freguesia", aludiu Filomeno.
"São sobretudo as populações rurais que mantêm vivo o culto dos santos, mediante a adversidade de um mundo que privilegia o urbano ante o rural, com a consequente desertificação de muitos povoados", advertiu.
Sobre a temática do livro, Filomeno Silva recordou que "a capela ou santuário, consoante a sua dimensão, é um espaço sagrado a que afluem populações locais e das redondezas, graças ao protagonismo que o santo ou a santa de invocação ganhou, pelos milagres ou intercessões que concedeu aos seus devotos".
"Com este trabalho a freguesia de Alvarenga torna-se mais rica. As palavras leva-as o vento. Os escritos perduram para a eternidade", concluiu o presidente da ADPA.
No final da cerimónia de apresentação, António Madureira autografou muitos exemplares que o público presente adquiriu.
O livro com 137 páginas contou com o apoio da Junta de Freguesia de Alvarenga e da Paróquia de Santa Cruz de Alvarenga. 

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Manuel Sobrinho Simões agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Sant'Iago da Espada

No passado dia 5 de Dezembro, Sua Excelência o Senhor Presidente da República, Doutor Marcelo Rebelo de Sousa procedeu à imposição de várias condecorações, dentre as quais destacamos a Grã-Cruz da Ordem de Sant'Iago da Espada atribuída ao Excelentíssimo Doutor Manuel Sobrinho Simões, associado n.º 41 da ADPA.
Uma condecoração inteiramente merecida, que muito orgulha os arouquenses e, em particular, os associados e amigos da Associação de Defesa do Património Arouquense.