segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

ÓRGÃOS SOCIAIS PARA O BIÉNIO 2014-2016

Das eleições realizadas no passado Sábado, dia 15 de Fevereiro, para o biénio 2014-2016, resultou a seguinte composição dos Órgãos Sociais:

ASSEMBLEIA GERAL
PRESIDENTE: António Jorge Brandão de Pinho, Rossas
SECRETÁRIO: António Dias Madureira, Alvarenga
VOGAL: Manuel Valério Soares de Figueiredo, Canelas
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DIRECÇÃO

PRESIDENTE: Filomeno Amaro Soares da Silva, vila de Arouca
VICE-PRESIDENTE: João Oménio Pedro Pereira, vila de Arouca
TESOUREIRO: Alberto de Pinho Gonçalves, vila de Arouca
SECRETÁRIO: Alberto Carreira Brandão de Vasconcelos, Burgo
VOGAL: José Augusto Gonçalves dos Santos, vila de Arouca

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CONSELHO FISCAL
PRESIDENTE: Zeferino Duarte Brandão, Várzea
SECRETÁRIO: António de Pinho Gonçalves, vila de Arouca
VOGAL: António David Gonçalves da Silva, Rossas

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

ASSEMBLEIA GERAL ELEITORAL
CONVOCATÓRIA
Eu, António Jorge Brandão de Pinho, presidente da Mesa da Assembleia-Geral da ADPA - Associação para a Defesa do Património Arouquense, em conformidade com as disposições legais aplicáveis e estatutos da associação, convoco todos os associados para a Assembleia Geral Eleitoral, a realizar Sábado, dia 15 de Fevereiro de 2014, na sede da Associação, sita na ala sul do Mosteiro, Largo de Santa Mafalda, na vila de Arouca, com a seguinte
ORDEM DE TRABALHOS:
1. Eleição dos Órgãos Sociais para o biénio 2014-2016;
2. Tomada de posse.
 
A Eleição para os Órgãos Sociais terá lugar no dia indicado entre as 16h00 e 18h00, horário de abertura e encerramento da mesa de voto. Seguidamente proceder-se-á ao apuramento dos resultados e à tomada de posse dos associados eleitos, que terá lugar às 18h30.
O período para apresentação de listas decorre até às 10h00 do dia 15 de Fevereiro de 2014.
 
Arouca, 30 de Janeiro de 2014.
O presidente da Mesa da Assembleia-Geral
António Jorge Brandão de Pinho
ASSEMBLEIA GERAL
CONVOCATÓRIA
Eu, António Jorge Brandão de Pinho, presidente da Mesa da Assembleia-Geral da ADPA - Associação da Defesa do Património Arouquense, em conformidade com as disposições legais aplicáveis e estatutos da associação, convoco todos os associados para uma Sessão Ordinária, a realizar Sexta-feira, dia 14 de Fevereiro de 2014, pelas 21h00, na sede da Associação, sita no Largo de Santa Mafalda, na vila de Arouca, com a seguinte

ORDEM DE TRABALHOS:
1. Apresentação e votação dos Relatórios de Atividades e Contas, referentes ao exercício de 2013;
2. Outros assuntos de interesse para a associação.

Arouca, 30 de Janeiro de 2014

O presidente da Mesa da Assembleia-Geral
António Jorge Brandão de Pinho


Se à hora indicada não houver quórum, a Sessão terá inicio decorrida meia hora com o número de associados presente.

domingo, 20 de outubro de 2013

Exposição iconográfica de Eça de Queiroz na ADPA


Está patente na sede da ADPA, até final do mês de Novembro e com o apoio da Caixa Agrícola de Arouca, uma exposição iconográfica de Eça de Queiroz intitulada "Eça... é que é essa", da colecção particular de Dr. Paulo Sá Machado.
 
Considerado como um dos mestres do realismo, nasceu na Póvoa do Varzim, a 25 de Novembro de 1845.
A geração académica a que pertenceu foi uma das mais notáveis e turbulentas que passaram por Coimbra. Eça foi companheiro de Antero de Quental, Teófilo Braga, Manuel de Arriaga, etc.
Foi Administrador do concelho de Leiria. Exerceu o lugar de Cônsul em Cuba e foi nomeado Cônsul de 1.ª classe nas Antilhas Espanholas.
Em 1866 estreia-se como escritor na Gazeta de Portugal com o folhetim "Notas Marginais" (Prosas Bárbaras) e, em 22 de Junho do mesmo ano forma-se em Direito. De 1871 a 1872 colabora com "As Farpas" e em 12 de Junho de 1871 realiza no "Casino" a sua célebre conferência "O Realismo na Arte".
Em 1888 apresenta o conhecido romance "Os Maias". Autor, ainda do "Crime do Padre Amaro", "O Primo Basilio", "A Relíquia", "A Ilustre Casa de Ramires", "A Cidade e as Serras", entre outros artigos, contos, ensaios...
Em 1900, recolhe a Paris onde vem a falecer a 16 de Agosto, sendo o seu corpo transportado para Lisboa, em Setembro, desse mesmo ano. Encontra-se sepultado no cemitério do Alto de S. João.
Figura importante das letras portuguesas, Eça de Queiroz, não poderia passar ao lado do colecionismo. Assim, podemos apreciar Eça de Queiroz, não poderia passar ao lado do colecionismo. Assim, podemos apreciar Eça de Queiroz nas mais diversas formas de colecionismo: filatelia, filumenismo, medalhística, cartofilia, notofilia, cartões telefónicos, gravuras, estatuária e como não podia deixar de ser a bibliofilia, onde as primeiras edições, traduções e obras do autor têm lugar de destaque.
O colecionismo será uma das formas mais nobres de se juntar conhecimento e podemos afirmar, sem sombra de qualquer dúvida, que o homem é um colecionador nato. O próprio progresso da Humanidade e do saber é um somatório de conhecimentos acumulados ao longo de sucessivas gerações.

Doação do "Jornal de Arouca" à Hemeroteca da ADPA
















Já se encontra na sede da ADPA o acervo de exemplares do jornal quinzenário "Jornal de Arouca", oferecido à Hemeroteca da associação por Valdemar Leite Duarte e esposa.
Recorde-se que, à data em que o título foi vendido em 2012, o quizenário "Jornal de Arouca", que se publicou durante 35 ininterruptos anos, era o título mais antigo em actividade. O primeiro número deste periódico deu à estampa pelas mãos do seu fundador em 20 de Janeiro de 1977 e o número de despedida do corpo redactorial fundador (na imagem) publicou-se com a data de 16 de Julho de 2012. Não voltou a ser publicado desde que foi vendido.
Sabendo que o acervo de que se compõe hoje a HEMEROTECA DA ADPA constitui um depósito único no concelho de Arouca e raro na região, Valdemar Leite Duarte e esposa, aquele também um dos primeiros associados da ADPA, fizeram questão de doar este seu acervo particular à associação, para completar a colecção já existente do referido jornal e/ou substituir números mais deteriorados.
 
A ADPA agredece publicamente esta doação de Valdemar Leite Duarte e esposa, agradecendo também o reconhecimento pelo valor do trabalho desenvolvido.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

1513-2013 - Quinhentos Anos do Foral concedido por D. Manuel I à vila de Arouca

No dia 20 de Dezembro deste ano assinalam-se os 500 Anos do Foral concedido à vila de Arouca por El-Rei D. Manuel I. Efeméride que a ADPA - Associação da Defesa do Património Arouquense não deixará de assinalar.
 
O concelho de Arouca teve Foral Novo dado por D. Manuel em 20 de Dezembro de 1513; o concelho de Alvarenga teve Foral Novo dado por D. Manuel em / 8 / 2 de Maio de 1514 e a freguesia de Espiunca favoreceu do Foral Novo de Paiva dado por D. Manuel em 1 de Dezembro de 1513; o concelho de Fermedo teve Foral Velho dado por D. Afonso III em 1275 e Foral Novo dado por D. Manuel em 27 de Setembro de 1514, sendo primitivamente honra dos Duques de Aveirom passado depois para os Condes da Feira e destes, por troca, para os Peixotos, do Porto.
O actual concelho de Arouca resultou da anexação ao velho Couto de Arouca do concelho de Vila Meã do Burgo, constituído por um enclave dentro da freguesia do Salvador, a quem a Rainha Santa Mafalda deu carta de Foral em Maio de 1229, tendo os seus habitantes, em 18 de Fevereiro de 1817, exposto a Sua Majestade a pobreza do mesmo, que por Provisão de 15 de Dezembro do mesmo ano era anexado ao Couto de Arouca; do antigo concelho de Fermedo, da Terra de Santa Maria, extinto e anexado a Arouca por Decreto de 24 de Outubro de 1855; do antigo concelho de Alvarenga, extinto e anexado a Arouca por Decreto de 26 de Outubro de 1836 e da freguesia de Covelo de Paivó, do concelho de S. Pedro do Sul, anexada pela Lei n.º 653 de 16 de Fevereiro de 1917.
O velho Couto de Arouca foi uma das seis paróquias da diocese de Lamego, presente no concílio de Lugo, realizado entre os anos 572 e 582, com o nome de Atavoca, Auroca e Auraca, que deu Arauqua, Arauca e Arouca; a tradição relata uma questão havida entre o Bispo de Lamego e os filhos do Senhor de Moldes, por causa desses territórios, que em 716, por composição, foram entregues à Igreja, para neles se fundar um Mosteiro, dúplice, da invocação de S. Cosme e S. Damião; este Mosteiro deixou de ser dúplice por a sua padroeira, Toda Viegas, ter feito doação dele à «abadessa Elvira João e a todas as suas irmãs e às que para o futuro fossem», a 7 das calendas de Janeiro era 1192 (26 de Dezembro de 1153), na Ordem de S. Bento, mas D. Paio, Bispo de Lamego, em 1224, autorizou D. Mafalda a mudar para a Ordem de S. Bernardo, que era mais austera, mudança aprovada por Bula de Honório 111 de 6 de Junho de 1224 e confirmada por Inocêncio IV por Bula de 8 de Agosto de 1246.
Em 7 de Setembro de 951 os Senhores da Anégia, Dom Ansur e Dona Ejeuva, coutaram a este Mosteiro um largo território, passando a ter por padroeiros S. Pedro, S. Paulo, S. Cosme e S. Damião. Couto alargado por doações de D. Afonso Henriques em Abril de 1132 e Janeiro de 1143, tendo D. Afonso III, em 20 de Outubro de 1257, estabelecido definitivamente o Couto.

por SIMÕES JÚNIOR, Dr. Manuel Rodrigues, Aveiro e o Seu Distrito, Publicação Semestral da Junta Distrital de Aveiro, n.º 4, Dezembro de 1967.


A propósito desta temática, a ADPA, representada pelo senhor Dr. António Jorge Brandão de Pinho, presidente da Mesa da Assembleia Geral, marcou presença na Conferência "Há 500 anos: presença e significado dos forais manuelinos", que teve lugar no passado dia 18 de abril, e estará presente na Conferência "O Foral Novo: problematizar forma e arte", que terá lugar no próximo dia 6 de maio, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

ERRATA
No artigo transcrito na página 117, da nossa mais recente publicação “Pelo Mar de Mançores adentro”:
onde se lê «deixastes», leia-se «deixaste»;
onde se lê «…que com uma simples visita nos deixou.», leia-se «… que uma simples visita nos deixou.»;
onde se lê «partistes», leia-se «partiste»;
onde se lê «quisestes», leia-se «quiseste»;
onde se lê «entregastes», leia-se «entregaste»;
onde se lê «ouvem», leia-se «ouve»;
onde se lê «lembrar-me», leia-se «lembrar-nos».
 
Transcrevemos integralmente o artigo publicado sob o título «ARTIGO QUE UM PROFESSOR MANSOREANO MANDOU PUBLICAR EM «A GAZETA DE AROUCA», N.º 617, DE 27/10/1923***»:
 
 
Mansôres, 25
A’ minha terna irmã Conceição H. e Silva
 
Çãosinha: - Não sei nem posso explicar a saudade que nos deixaste. É, pois, profunda a dôr que me avassala a alma neste momento, e eis a rasão porque te evoco como uma Deusa, que com uma simples visita nos deixou. Há oito dias que não durmo; só sonho, pensando em ti. E ao lembrar-me de quando partiste com os olhos banhados de lágrimas, o meu coração cobrir-se-há de ternura, como se fosses minha mãe.
Pois tu, que com os teus costumados carinhos e meiguices nos consolavas nas horas aflitivas, quiseste deixar-nos para te ligares a uma nova família! Só uma consolação me resta. É que essa família a que te entregaste é digna e respeitadora, capaz de fazer a tua felicidade. No entanto, quando me sinto distraído, ainda julgo que é mentira. Em nossa casa já não há risos nem distrações; e só se ouve aqui e além os ais saudosos da tua mãe estremecida, por sentir em casa a falta de uma filha obediente e bondosa, capaz de fazer o enlevo de seus pais. É certo que o teu casamento foi um contrato inteiramente da nossa vontade, mas ao lembrar-nos de que não eras mais do que a luz dos nossos olhos, a vida da nossa vida e o fim da nossa existência, deixaste-nos a saudade.
Alberto Silva.