quarta-feira, 17 de abril de 2013

ERRATA
No artigo transcrito na página 117, da nossa mais recente publicação “Pelo Mar de Mançores adentro”:
onde se lê «deixastes», leia-se «deixaste»;
onde se lê «…que com uma simples visita nos deixou.», leia-se «… que uma simples visita nos deixou.»;
onde se lê «partistes», leia-se «partiste»;
onde se lê «quisestes», leia-se «quiseste»;
onde se lê «entregastes», leia-se «entregaste»;
onde se lê «ouvem», leia-se «ouve»;
onde se lê «lembrar-me», leia-se «lembrar-nos».
 
Transcrevemos integralmente o artigo publicado sob o título «ARTIGO QUE UM PROFESSOR MANSOREANO MANDOU PUBLICAR EM «A GAZETA DE AROUCA», N.º 617, DE 27/10/1923***»:
 
 
Mansôres, 25
A’ minha terna irmã Conceição H. e Silva
 
Çãosinha: - Não sei nem posso explicar a saudade que nos deixaste. É, pois, profunda a dôr que me avassala a alma neste momento, e eis a rasão porque te evoco como uma Deusa, que com uma simples visita nos deixou. Há oito dias que não durmo; só sonho, pensando em ti. E ao lembrar-me de quando partiste com os olhos banhados de lágrimas, o meu coração cobrir-se-há de ternura, como se fosses minha mãe.
Pois tu, que com os teus costumados carinhos e meiguices nos consolavas nas horas aflitivas, quiseste deixar-nos para te ligares a uma nova família! Só uma consolação me resta. É que essa família a que te entregaste é digna e respeitadora, capaz de fazer a tua felicidade. No entanto, quando me sinto distraído, ainda julgo que é mentira. Em nossa casa já não há risos nem distrações; e só se ouve aqui e além os ais saudosos da tua mãe estremecida, por sentir em casa a falta de uma filha obediente e bondosa, capaz de fazer o enlevo de seus pais. É certo que o teu casamento foi um contrato inteiramente da nossa vontade, mas ao lembrar-nos de que não eras mais do que a luz dos nossos olhos, a vida da nossa vida e o fim da nossa existência, deixaste-nos a saudade.
Alberto Silva.

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